Cerca de 500 pessoas se deitaram na avenida Paulista e tiveram o corpo contornado por giz, em São PauloFoto: Reinaldo Marques/Terra
Manifestantes contrários à construção da usina de Belo Monte, no Pará, interromperam o trânsito em um dos sentidos da avenida Paulista, em São Paulo, na altura da rua Augusta. Segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de 500 pessoas se deitaram no chão e cada um dos integrantes do manifesto teve o contorno do corpo marcado com giz no asfalto, enquanto o trânsito crescia. Após cerca de 10 minutos, a via foi liberada. Ao mesmo tempo, uma manifestação artística ocorria na rua Augusta.
O protesto iniciou no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, em São Paulo, e a marcha deve seguir até a Consolação. A estimativa inicial dos organizadores era de que 1 mil pessoas participassem da manifestação. Movimentos como o Xingu Vivo para Sempre, o Movimento Brasil pelas Florestas e até índios Kalapalo, que residem em Embu, prepararam cartazes, faixas e coreografias.
Tica Minami, do Movimento Xingu Vivo para Sempre, afirmou que o motivo desta manifestação, além de conscientizar a população sobre os malefícios que a obra trará para as comunidades que residem próximas ao rio Xingu e os danos ambientais, é convencer os correntistas dos bancos privados do País a pedir às instituições que não financiem a obra. "80% dos R$ 30 bilhões estimados para a construção da usina virá por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e agora eles estão procurando repassadores que são outros bancos. Queremos um compromisso público do banco de não financiar isso. É dinheiro público que pode ser melhor usado", afirmou.
O cacique Faremá Kalapalo, que mora na região do rio Xingu e veio para participar do protesto, embora não tenha o domínio completo da língua portuguesa, afirmou que a obra poderá acabar com a fonte natural de alimento da população local, que consome apenas os peixes que vivem no rio.
Entre os manifestantes, não apenas membros de associações sociais estavam presentes, mas também o cidadão comum que é contra a construção de Belo Monte. O estudante de psicologia Jean Carlo Petelinkar disse que ficou sabendo do protesto deste sábado pelo Facebook. "É de extrema importância a participação da população, não precisa estar em nenhum grupo para saber o que é melhor, vale tentar alguma mudança", afirmou.Em meio às coreografias indígenas e à preparação de faixas e cartazes, era possível ouvir gritos de protesto contra a construção da usina. "Veta Dilma, veta, veta de uma vez", gritou um dos manifestantes, em um pedido à presidente Dilma Rousseff para que vete a construção desta que será a terceira maior hidrelétrica do mundo.
Na sexta-feira, a Justiça Federal revogou uma liminar de setembro em que proibia a continuação das obras de Belo Monte. Na ocasião, há cerca de três meses, o magistrado entendeu que a construção impedia a atividade de pesca de peixes ornamentais na região. Contudo, dois pedidos de revisão, um da União e outro do consórcio Norte Energia (união de empresas privadas e estatais responsável por erguer a usina), levaram a Justiça a revogar a decisão por considerar que mecanismos de transposição permitem a continuação da prática.
O protesto iniciou no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, em São Paulo, e a marcha deve seguir até a Consolação. A estimativa inicial dos organizadores era de que 1 mil pessoas participassem da manifestação. Movimentos como o Xingu Vivo para Sempre, o Movimento Brasil pelas Florestas e até índios Kalapalo, que residem em Embu, prepararam cartazes, faixas e coreografias.
Tica Minami, do Movimento Xingu Vivo para Sempre, afirmou que o motivo desta manifestação, além de conscientizar a população sobre os malefícios que a obra trará para as comunidades que residem próximas ao rio Xingu e os danos ambientais, é convencer os correntistas dos bancos privados do País a pedir às instituições que não financiem a obra. "80% dos R$ 30 bilhões estimados para a construção da usina virá por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e agora eles estão procurando repassadores que são outros bancos. Queremos um compromisso público do banco de não financiar isso. É dinheiro público que pode ser melhor usado", afirmou.
O cacique Faremá Kalapalo, que mora na região do rio Xingu e veio para participar do protesto, embora não tenha o domínio completo da língua portuguesa, afirmou que a obra poderá acabar com a fonte natural de alimento da população local, que consome apenas os peixes que vivem no rio.
Entre os manifestantes, não apenas membros de associações sociais estavam presentes, mas também o cidadão comum que é contra a construção de Belo Monte. O estudante de psicologia Jean Carlo Petelinkar disse que ficou sabendo do protesto deste sábado pelo Facebook. "É de extrema importância a participação da população, não precisa estar em nenhum grupo para saber o que é melhor, vale tentar alguma mudança", afirmou.Em meio às coreografias indígenas e à preparação de faixas e cartazes, era possível ouvir gritos de protesto contra a construção da usina. "Veta Dilma, veta, veta de uma vez", gritou um dos manifestantes, em um pedido à presidente Dilma Rousseff para que vete a construção desta que será a terceira maior hidrelétrica do mundo.
Na sexta-feira, a Justiça Federal revogou uma liminar de setembro em que proibia a continuação das obras de Belo Monte. Na ocasião, há cerca de três meses, o magistrado entendeu que a construção impedia a atividade de pesca de peixes ornamentais na região. Contudo, dois pedidos de revisão, um da União e outro do consórcio Norte Energia (união de empresas privadas e estatais responsável por erguer a usina), levaram a Justiça a revogar a decisão por considerar que mecanismos de transposição permitem a continuação da prática.
Filipe Gonçalves
Fonte: http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201112171732_TRR_80621696
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