musica
segunda-feira, 18 de junho de 2012
ATIVIDADES PEDAGÓGICAS REGIÃO NORTE
Objetivo: Conhecer e diferenciar as tradições da região norte do Brasil com as demais.
Atividade 1:
Baseando-se nas lendas da região norte criar um quadro, uma obra de arte, assim como faziam grandes artistas como: Candido Portinari, Victor Meirelles.
Atividade 2:
Ouvir a música “Festa de boi bumbá”, Carrapicho. Em seguida, cada aluno receberá tiras referente a música para que as coloquem em ordem.
Consultar dicionário e escrever o significado de algumas palavras.
Atividade 3:
Separar a turma em dois grupos. A partir da Festa de Parintins cada grupo será responsável por confeccionar ou o boi Garantido ou o boi Caprichoso. Posteriormente irão apresentá-los, informando quais os materiais que utilizaram juntamente com sua história.
domingo, 17 de junho de 2012
Onde o grande espetáculo acontece!!!
Inaugurado em 1988, o Centro Cultura e Esportivo Amazonino Mendes divide Parintins ao meio, marcando o limite dos currais de Garantido e Caprichoso.
Com a capacidade para 35 mil espectadores, o Bumbódramo é considerado a maior obra cultural e desportiva do estado do Amazonas.
Durante a festa, apenas 5% dos ingressos são vendidos, e o restante é gratuito para os espectadores do festival, cujos portões são abertos às 14 horas durante os dias de evento. Quem não conseguir entrar, poderá acompanhar a festa através de um dos cinco telões de 20 metros quadrados, colocados na parte externa do Bumbódramo.
Fonte
Evolução do Apresentador - Item 1
Evolução do Levantador de Toadas - Item 2
Evolução Ritual Indígena: Xamanismo Kaxinawá - Item 4
Evolução Porta Estandarte - Item 5
Evolução Sinhazinha da fazenda - Item 7
Evolução Rainha do Folclore - Item 8
Evolução Cunhã-Poranga - Item 9
Evolução Boi Bumbá - Item 10
Evolução Pajé - Item 12
Evolução Tribos Indígenas - Item 13
Evolução Figura típica regional: farinheiros - Item 15
Evolução Alegoria - Item 16
Evolução Lenda Amazônica: Wanko Fiandeira - Item 17
Evolução do Levantador de Toadas - Item 2
Evolução Ritual Indígena: Xamanismo Kaxinawá - Item 4
Evolução Porta Estandarte - Item 5
Evolução Sinhazinha da fazenda - Item 7
Evolução Rainha do Folclore - Item 8
Evolução Cunhã-Poranga - Item 9
Evolução Boi Bumbá - Item 10
Evolução Pajé - Item 12
Evolução Tribos Indígenas - Item 13
Evolução Figura típica regional: farinheiros - Item 15
Evolução Alegoria - Item 16
Evolução Lenda Amazônica: Wanko Fiandeira - Item 17
sábado, 16 de junho de 2012
"Um capricho que entoa nos versos da toada..."
Roque Cid, o primeiro
A gênese do Boi-Bumbá Caprichoso começa no início do século XX com a vinda de um nordestino chamado Roque Cid, natural de Crato (CE). Ele migrou, como muitos que vieram para o norte do país, atraídos pelas ofertas e melhores condições de vida e de trabalho nos seringais da Amazônia. Ao chegar, deparou-se com outra realidade, os seringais estavam em fase decadente. No entanto, foi em Parintins que Roque Cid decidiu ficar e fundar, em 1913, uma brincadeira onde a figura principal era um boi de pano chamado Caprichoso.
Essa diversão corporificou uma herança cultural muito forte do nordeste que se entrelaça com a cultura local, acrescentando elementos do cotidiano do caboclo amazonense.
Esse conhecimento, por conseguinte, se integra aos contos lendários e míticos da criação do imaginário e se mistura com realidade, harmonizando e assumindo uma identidade peculiar, a do parintinense. Além do boi-bumbá, Roque Cid organizava o Cordão dos Marujos, manifestação de cunho religioso, trazido do nordeste, que deu origem ao nome da percurssão do boi Caprichoso, a famosa Marujada de Guerra.
O nordestino, também, era conhecido como Mestre Roque, por ter como ofício a profissão de pedreiro. Relatos descrevem que muitas construções do bairro São Benedito foram por ele executadas. Alto e magro, era um homem singular, com sotaque característico do sertão nordestino.
Em sua residência, no tradicional bairro do Esconde, ocorriam os ensaios para o dia da grande festa em homenagem aos santos juninos, em especial São João, tendo o seu filho Feliz Cid como o principal Amo do Boi. Esses festejos uniam o religioso e o profano, entoando ladainhas e rezas, oferta de comidas e finalizavam com a morte simbólica do Boi, que prometia voltar no próximo ano, com a seguinte ressalva: “Se Deus quiser”.
Outra figura muito expressiva na história do boi Caprichoso foi Luiz Gonzaga, cuja residência, na rua Rio Branco serviu de curral no qual por muito tempo ensaiou o boi Caprichoso. Com a mesma importância histórica se encontra José Furtado Belém, João Nossa, Lauro Silva, Didi Vieira, Zeca Xibelão, Luizinho Pereira, Acinelcio Vieira, Ednelza Cid, Odnéia Andrade, dentre outros.
Para todos os torcedores o criador do Boi Caprichoso é Roque Cid, pois ele legitimou e consolidou relações que se entrelaçam em um sentimento de amor, paixão, disputa e rivalidade.
* Aldaci Castro - Historiadora
* Aldaci Castro - Historiadora
Símbolo
Caprichoso é o boi-bumbá que defende as cores azul e branco. Seu símbolo é a estrela azul, a qual ostenta em sua testa. É o Guardião da Floresta, do folclore parintinense, do imaginário caboclo e do lendário dos povos indígenas. O nome, Caprichoso, teria um significado intrínseco a ele, isto é, pessoas cheias de capricho, trabalho e honestidade. O sufixo “oso”, significando provido ou cheio de glória. Quando somados, “capricho” mais “oso”, poder-se-ia dizer que é extravagante e primoroso em sua arte. Para compreender o surgimento do Caprichoso e do folclore de Parintins, ler a obra "A verdadeira História do festival de Parintins" de Raimundinho Dutra, versador tradicional deste bumbá, oriundo de uma família tradicional do boi azul. O local de realização dos festejos particulares, chamado de curral, é chamado de Curral Zeca Xibelão, uma homenagem ao primeiro tuxaua do boi - bumbá Caprichoso, falecido em 1988, que se localiza na parte considerada como Azul da cidade. Quem separa os lados de cada bumbá é a Catedral de Nossa Senhora do Carmo.
Vitórias
Suas vitórias aconteceram nos anos: 1969, 1972, 1974, 1976, 1977, 1979, 1985, 1987, 1990, 1992, 1994, 1995, 1998, 2000 (empate), 2003, 2007, 2008 e 2010. Atualmente conta com 19 vitórias, 9 a menos do que o rival, Garantido.
Fonte
Caprichoso é o boi-bumbá que defende as cores azul e branco. Seu símbolo é a estrela azul, a qual ostenta em sua testa. É o Guardião da Floresta, do folclore parintinense, do imaginário caboclo e do lendário dos povos indígenas. O nome, Caprichoso, teria um significado intrínseco a ele, isto é, pessoas cheias de capricho, trabalho e honestidade. O sufixo “oso”, significando provido ou cheio de glória. Quando somados, “capricho” mais “oso”, poder-se-ia dizer que é extravagante e primoroso em sua arte. Para compreender o surgimento do Caprichoso e do folclore de Parintins, ler a obra "A verdadeira História do festival de Parintins" de Raimundinho Dutra, versador tradicional deste bumbá, oriundo de uma família tradicional do boi azul. O local de realização dos festejos particulares, chamado de curral, é chamado de Curral Zeca Xibelão, uma homenagem ao primeiro tuxaua do boi - bumbá Caprichoso, falecido em 1988, que se localiza na parte considerada como Azul da cidade. Quem separa os lados de cada bumbá é a Catedral de Nossa Senhora do Carmo.
Vitórias
Suas vitórias aconteceram nos anos: 1969, 1972, 1974, 1976, 1977, 1979, 1985, 1987, 1990, 1992, 1994, 1995, 1998, 2000 (empate), 2003, 2007, 2008 e 2010. Atualmente conta com 19 vitórias, 9 a menos do que o rival, Garantido.
Fonte
"Vamos brincar de Boi está Garantido..."
"Acorda morena bela vem ver,
o meu boi serenando no terreiro,
é assim mesmo que ele faz lá na fazenda,
quando ele avista o vaqueiro"
HISTÓRIA
Lindolfo Monteverde
No final do século XIX e início do século XX, a Amazônia recebeu um grande fluxo migratório de nordestinos devido às constantes secas nesta região. Os imigrantes também eram atraídos devido ao apogeu do ciclo da borracha. Dentre esses, um grande número de Maranhenses chegou à região trazendo o costume das brincadeiras de Boi, (No Maranhão conhecidos como Bumba-Meu-Boi.
Ressaltando que foi neste estado que se originaram as brincadeiras desse ritmo).
Um de seus descendentes, Lindolfo Monteverde, nasceu em Parintins em 1902 e cresceu admirando os folguedos que havia na cidade.
Em 1913 Monteverde aos 11 anos de idade, decidiu criar seu próprio Boizinho de Curuatá com o qual brincava com crianças de sua idade um chamado boi mirim, que até hoje é muito comum no Norte e Nordeste do Brasil, Em 1920, devido a uma grave doença, fez uma promessa a São João Batista: se ficasse curado, iria realizar anualmente uma ladainha e uma festa de Boi
em sua homenagem. Lindolfo foi atendido em seu pedido e cumpriu sua promessa. Contam os mais antigos que a apresentação começou com a ladainha e depois houve distribuição de Aluá, bolo de macaxeira,tacacá e, no final, muito forró. Lindolfo ainda batizou seu filho mais velho de
João Batista Monteverde, em homenagem ao Santo Querido. A partir de então, todos os anos os torcedores do Boi se reúnem na noite de 24 de junho para rezar a ladainha e festejar São João Batista e, em seguida, saem pelas ruas da cidade, dançando em frente às casas que tiverem fogueiras acesas.
Contam que Lindolfo Monteverde era um cantador e repentista que causava admiração em quem o ouvia cantar, por causa do timbre de voz que dominava os terreiros e era ouvido à distância, sem utilizar nenhum tipo de aparelho sonoro mecânico. Lindolfo também incomodava os torcedores
do Caprichoso com sua firmeza de voz e a inteligência dos desafios que criava junto com seus outros colegas compositores.
Família Faria
A Família Faria foi a principal colaboradora do Boi Garantido em uma época que os bois ainda não recebiam apoio financeiro, seja de empresas privadas ou governos, e eram rotulados como uma festa popular para pessoas de classe baixa. Com o suporte da loja ‘Jotapê’, de José Pedro Faria, seus filhos Zezinho e Paulinho Faria comandaram o Boi por cerca de duas décadas (mais especificamente dos últimos anos de Lindolfo á frente do Garantido, no início da década de 70, até a chegada de investimento externo, nos anos 90).
Essa é considerada, até hoje, a época mais vitoriosa do Boi Garantido quando também foi conquistado o único pentacampeonato da história do Festival Folclórico até hoje, de 1980 a 1984. A matriarca da família, Dona Maria Ângela Faria, é conhecida como Madrinha do Boi e é homenageada todos os anos durante a festa da Alvorada do Boi com os brincantes passando em frente à sua casa.
Maria Ângela Faria vive numa bela casa vermelha às margens do Rio Amazonas há mais de 60 anos.
A veterana de 84 anos largou aos 24 a confortável vida em Belém do Pará para acompanhar o marido, Seu José Pedro Faria (Popularmente conhecido na cidade como 'Jotapê') que por conta dos negócios ligados à borracha, havia sido transferido para a pequena cidade de Parintins. No interior da Amazônia,
em meio à solidão e à saudade da família, Maria começou a ceder o espaço de seu quintal para brincadeiras de um boi-bumbá branco, que levava um coração na testa. E foi paixão à primeira vista: a devoção pelo Boi Garantido, que já dura 50 anos, fez com que a ribeirinha “vermelhasse” sua vida por completo.
A casa de Maria Ângela se destaca pela onipresença do vermelho: desde a fachada até a cama, as paredes, o conjunto de chá, o fogão a lenha, o sofá e até as hélices do ventilador ganharam o tom encarnado do seu
Boi de coração. Porém, a parte da casa que mais chama a atenção dos milhares de visitantes que entram e saem, sem dúvida, é a piscina. A história repetida pelo povo amazônida é de que a veterana estava cansada de ver a
água azul – cor do Caprichoso – e, por isto, numa atitude radical, mandou pintar tudo de vermelho.
Localização
O Garantido surgiu na antiga estrada Terra Santa, hoje Av. Lindolfo Monteverde, na tradicional Baixa do São José.
Atualmente, um complexo arquitetônico da antiga Fabriljuta, localizado no km 1 da Rodovia Odovaldo Novo, adquirido pela agremiação, abriga toda a estrutura de galpões, a diretoria e demais coordenadorias que fazem parte da
administração do boi que, hoje, é a brincadeira mais séria dos habitantes de Parintins, a Ilha do Boi-bumbá.
Símbolo
Desde a sua criação, o Garantido se apresenta com um coração na testa, e suas cores, vermelha e branca, foram adotadas pela torcida. A cor do coração na testa do boi costumava ser preta até meados dos anos 60,
quando Dona Maria Ângela Faria, até hoje conhecida como madrinha do Boi, deu a idéia deste ser pintado de vermelho. Idéia que foi prontamente executada pelo artista Jair Mendes.
O primeiro rival
As pessoas mais antigas do Boi Garantido afirmam que o primeiro grande rival foi o Boi Galante.
Lindolfo compôs essa toada de desafio:
Boi Garantido ouviu
Estavam falando em Deus
Escutou na terra e olhou pra adiante
Olha Boi Galante o teu Deus sou eu
Há versões de vários historiadores que afirmam que o Caprichoso surgiu de uma dissensão do Boi Galante, por volta de 1925 ou 1929, mas essas teorias são equivocadas, pois "Touro Galante" é apenas um apelido do Caprichoso, não tendo nada a ver com o boi citado, até porque, se fosse uma dissensão, havia ocorrido por que o Caprichoso quis se separar, e se separou, porque iria ficar homenageando o boi, que repito: quis se separar?Essa controvérsia desmente essas teorias.
Origem do nome
O nome Garantido surgiu do próprio criador, Lindolfo Monteverde, que em suas toadas sempre lembrava aos torcedores do Caprichoso que seu bumbá sempre saía inteiro dos confrontos de ruas que, na época, eram rotineiros. Dizia Lindolfo que, nas “brigas” com os "contrários", a cabeça de seu boi nunca quebrava ou ficava avariada, “isso era garantido”.
O primeiro festival
A brincadeira foi evoluindo e, em 1965, aconteceu o primeiro Festival Folclórico de Parintins, mas não houve participação dos bumbás. A primeira disputa veio no segundo Festival, quando o Garantido enfrentou o Caprichoso. Em 44 festivais, o Garantido conquistou 28 títulos e é o único que chegou a ser pentacampeão da disputa, nos anos 80. O primeiro empate da história do evento aconteceu no ano de 2000.
Apelidos
Em sua história, lhe foram atribuídos vários slogans carinhosos, como: “Boi da Promessa”, “Boi do Coração”, “Brinquedo de São João”, “Boi do Povão” e outros. O mais popular é “Brinquedo de São João”, de autoria de Lindolfo Monteverde para homenagear o santo a quem se apegou para curar a doença que o ameaçava quando servia o exército. Os dirigentes preservam até os dias atuais este slogan como forma de reconhecimento a Lindolfo, o fundador do boi.
Campeonatos
O Boi Garantido é o que mais coleciona vitórias em toda a história do Festival Folclórico de Parintins. O único, inclusive, a ganhar cinco vezes consecutivas, sob a presidência de Zezinho Faria entre os anos de 1980 à 1984. Desde 1966, ano do primeiro Festival, até 2011, foram 46 Festivais, entre os quais, 28 vencidos pelo Boi do Povão (incluindo um empate no ano de 2000).
O Garantido também foi o primeio campeão na então nova arena do Bumbódromo, em 1988, vencendo também o
"tira-teima" no ano seguinte.
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